Você se inscreveu com sucesso em 32ª RBA - Exposições
Ótimo! Em seguida, finalize a compra para ter acesso completo a 32ª RBA - Exposições
Bem vindo de volta! Você fez login com sucesso.
Sucesso! Sua conta está totalmente ativada, agora você tem acesso a todo o conteúdo.
Sucesso! Suas informações de cobrança são atualizadas.
Falha na atualização das informações de faturamento.
Claudia Andujar: A Luta Yanomami

Claudia Andujar: A Luta Yanomami

CLAUDIA ANDUJAR: A LUTA YANOMAMI
CURADORIA DE THYAGO NOGUEIRA, Instituto Moreira Salles

“Esse pequeno mundo na imensidão do mato amazônico era meu lugar e sempre será”
CLAUDIA ANDUJAR

A exposição Claudia Andujar: A Luta Yanomami apresenta o trabalho da fotógrafa e ativista que se dedicou a conhecer e defender o povo indígena Yanomami, residente no norte do Brasil. A mostra foi exibida no Brasil, na França e segue para a Itália, a Espanha, a Inglaterra e a Suíça. Esta versão virtual foi criada para acompanhar o Congresso Bienal da Associação Brasileira de Antropologia.

Claudia Andujar (Suíça, 1931) cresceu na Transilvânia, de onde fugiu com a mãe durante a Segunda Guerra Mundial. A família paterna, judaica, foi morta nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau. Sobrevivente do Holocausto, Andujar morou nos Estados Unidos antes de desembarcar no Brasil, em 1955. Aqui, abraçou a fotografia e decidiu fincar raízes.

Ainda sem dominar o português, usou a câmera para se aproximar das pessoas e do novo país. Vivendo em São Paulo, construiu uma carreira notável entre a arte e o jornalismo, marcada por um olhar humanista profundo.

Aos 40 anos, fotografou pela primeira vez o povo Yanomami, durante reportagem para a extinta revista Realidade. Com o auxílio de uma bolsa da Fundação John Simon Guggenheim, decidiu aprofundar seu projeto. Em poucos anos, transformou a curiosidade inicial pelo modo de vida Yanomami em uma interpretação fotográfica radicalmente original de uma cultura bastante isolada.

Ao longo da década de 1970, entretanto, os Yanomami passaram a ser ameaçados pelos investimentos da ditadura militar brasileira na Amazônia. A entrada de empreiteiras, trabalhadores e garimpo rasgou a floresta de asfalto e doenças, violência e poluição, exterminando comunidades indígenas inteiras.

Da fotógrafa nasceu a ativista, que passou a integrar uma ampla luta pela defesa dos povos indígenas. Nas décadas seguintes, Andujar aliou-se ao líder Davi Kopenawa Yanomami para denunciar o descalabro e opor-se a políticos e interesses privados a fim de proteger o povo indígena. Entre a arte e o ativismo, a câmera e a defesa de seus amigos, Andujar mudou sua forma de pensar a fotografia e de atuar no mundo ao guiar-se por um compromisso ético com a vida.

Concebida em 2018, esta exposição é uma homenagem à artista e ao povo Yanomami. Com a eleição do atual presidente do país, transformou-se também num apelo dramático para evitar que o descaso, a violência e a ignorância do passado continuem a ameaçar os povos indígenas.

Fomentando Uma Cultura de Acessibilidade: Kuawa anda com Claudia

A série de áudios intitulada “Kuawa anda com Claudia” é uma iniciativa da subcomissão de acessibilidade da 32ª Reunião Brasileira de Antropologia com a colaboração do Comitê dos Antropólogxs Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia. Convidamos você a andar também com Kuawa, seguindo suas pegadas ao longo da exposição. Mais informações sobre esse passeio virtual estão disponíveis no primeiro áudio. Pedimos desculpas de antemão pela qualidade do áudio em alguns momentos. Tivemos que gravar essa conversa virtualmente e experimentamos algumas breves falhas na conexão.

clique aqui para ler a transcrição do áudio

Maloca próxima à missão católica do rio Catrimani, RR, filme infravermelho, 1976

Claudia Andujar, Catrimani, 1974-76

clique aqui para ler a transcrição do áudio

O Encanto do Novo Mundo

A missão católica estabelecida na região do rio Catrimani, em Roraima, desde os anos 1960 serviu como base de apoio para Claudia Andujar. Ali, foi recebida pelo missionário italiano Carlo Zacquini, que lhe abriu as portas de um universo desconhecido.
A princípio, Andujar registrou o cotidiano Yanomami com distanciamento e neutralidade jornalísticos. Em pouco tempo, sentiu-se mais à vontade para aproximar-se dos novos amigos e acompanhar as expedições de caça coletiva, quando grupos inteiros se embrenhavam na floresta para obter os alimentos das grandes festas rituais. Também passou a experimentar nas imagens em busca de representar o que sentia: adotou a grande-angular, espalhou vaselina nas lentes e usou filmes infravermelhos para reforçar o clima misterioso e onírico.
Foram várias viagens. Nos períodos em que voltava a São Paulo, Andujar estudava a cultura Yanomami, dava aulas de fotografia e testava maneiras de fotografar em baixa luminosidade. A partir de 1974, voltou à Amazônia para estadas cada vez mais longas até decidir morar na mata.

Catrimani, RR, 1972-1976

Filme infravermelho, Catrimani, RR, 1972-1976

A) “Acampamento de caça coletiva, Catrimani, RR, 1974”

B) “Apião Korihana thëri empluma flecha com penas de mutum, sentado em rede feita na mata com entrecasca de embira, acampamento de caça coletiva, Catrimani, RR, 1974”

C) “Candinha e Mariazinha Korihana thëri limpam mutum, cujas penas são usadas para emplumar flechas, Catrimani, RR, 1974”

clique aqui para ler a transcrição do áudio

Próximo ao rio Catrimani, RR, 1974

clique aqui para ler a transcrição do áudio

O Mundo Espelhado

Andujar desenvolveu uma maneira própria de fotografar Estas fotografias sugerem o complexo universo mítico e místico dos Yanomami. Andujar desenvolveu uma maneira própria de representar, representando entidades invisíveis e conceitos abstratos.

Raios de luz cruzam os ares, um rapaz repousa envolto em fumaça e fogueiras iluminam criaturas, enquanto filtros coloridos tingem as imagens. A intimidade permite que Andujar convoque os Yanomami para atuar nas imagens e representar seu próprio mundo. Cenas cotidianas dão origem a uma fotografia metafísica.

Um dos conjuntos mais impressionantes é o registro das cerimônias funerárias e de alianças entre comunidades, conhecidas como reahu. Durante dias, os Yanomami seguem rituais em que homenageiam seus mortos, trocam notícias e refazem os laços com os grupos vizinhos. A fartura de comida é indispensável.

Andujar desenvolveu formas distintas para fotografar cada rito, usando flashes, lamparinas e recursos fotográficos elementares. A múltipla exposição permitiu sobrepor elementos, reforçando a repetição incessante e a dimensão espiritual. A baixa velocidade do obturador fez com que movimentos rápidos virassem criassem espectros visuais. A agitação da câmera durante o clique transformou pontos de luz em grafismos iluminados. Cantos e sons parecem visíveis.

Em vez de apenas documentar as cenas, Andujar deu forma à experiência xamânica, oferecendo uma nova compreensão da cultura, com sentidos que só as imagens são capazes de comportar. A invenção estética de Andujar era o primeiro passo de sua atuação política.

Até hoje, os Yanomami evitam a fotografia, porque entendem que ela distancia a pessoa de sua própria imagem. Quando alguém morre, tudo que o lembra deve ser destruído, incluindo retratos. O trabalho de Andujar existe apenas porque os foi poupado por desejo dos Yanomami veem, que reconheceram a importância deste nesse conjunto poderoso de imagens para uma forma de se defender da própria civilização que os retratara. A invenção estética de Andujar era o primeiro passo de sua atuação política.

Cesto funerário, filme infravermelho, Catrimani, RR, 1976

A) Homem com braçadeiras de pele e penas de mutum, penacho branco e rabos de tucano pendurados toma mingau, enquanto o oferece a outra pessoa, Catrimani, RR, 1974

B) Tuxaua Luís Korihana thëri consome mingau até se empanturrar, Catrimani, RR, 1974

Catrimani, RR, 1974

A) Xamã orienta companheiro sob efeito do alucinógeno yãkoana, Catrimani, RR, 1974

b) Transe, Catrimani, RR, 1974

Diálogo cantado final, Catrimani, RR, 1974

clique aqui para ler a transcrição do áudio

EM BUSCA DE IDENTIDADE (1971-1977)

Entre os anos 1950 e 1960, Claudia Andujar fotografou os Karajá, Bororo e Xikrin, e integrou a equipe de fotógrafos da famosa revista Realidade, conhecida pela ousadia jornalística mesmo durante o período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Para a revista, Andujar documentou prostitutas, homossexuais, migrantes e outros grupos socialmente discriminados, inspirada por mestres da fotografia americana como W. Eugene Smith.

Em 1971, Andujar fez as primeiras fotos dos Yanomami para uma edição especial da revista dedicada à Amazônia. Meses depois, obteve uma bolsa da Fundação John Simon Guggenheim para se dedicar a um projeto autoral, de longo prazo. Planejava voltar aos Xikrin, mas mudou de rota ao conhecer os Yanomami, ainda mais isolados.

Em dezembro daquele ano, Andujar e o marido, o fotógrafo George Love, aterrissaram pela primeira vez na bacia do rio Catrimani, no estado de Roraima, extremo norte do Brasil. Ficaram quatro dias, sem imaginar o impacto que a viagem teria.

Nos anos seguintes, Andujar voltou inúmeras vezes à região. Ali, fotografou diferentes grupos Yanomami, divididos em malocas, que abrigavam dezenas de pessoas. Cada comunidade tinha um nome próprio, que fazia menção a detalhes da topografia, da fauna ou da flora local.

Andujar desenvolveu esta série de retratos individuais usando apenas a luz natural que penetrava nas malocas. Jovens e adultos emergem de um dramático fundo negro. Cada retrato consumiu um filme inteiro, medida necessária para criar intimidade. A posição da câmera na altura do retratado, alto ou baixo, velho ou criança, reforça a sensação de cumplicidade. A dedicação aos novos amigos era também uma forma de refazer seus laços afetivos, destroçados pela Segunda Guerra Mundial.

Série de retratos feita por Claudia Andujar entre 1972 e 1976

Plumas de gavião, Hwaia U, afluente do rio Lobo de Almada, afluente do Catrimani, RR, 1976

clique aqui para ler a transcrição do áudio

A Colaboração do Desenho (1974-1976)

Em 1974, Andujar deu um passo importante ao propor que os próprios Yanomami representassem suas histórias usando papeis e canetas hidrográficas. Fascinada com o resultado, dois anos depois obteve um financiamento da Fapesp para expandir o trabalho, iniciado com a ajuda do missionário Carlo Zacquini. Com o dinheiro da bolsa, carregou de material seu Fusca preto -- apelidado de Watupari (espírito urubu) --, e dirigiu de São Paulo a Roraima, uma viagem de mais de quatro mil quilômetros.

“Depois de mais ou menos cinco meses de trabalho, tínhamos mais de 100 desenhos. Às vezes, o mesmo mito se repete com interpretações diferentes. O Yanomami é bastante informal, com uma imaginação muito grande. Geralmente, os personagens do passado se misturam com os do presente”, relembra.

A introdução do desenho em papel expandia o universo gráfico indígena e ampliava a repercussão de sua cultura.


Viagem de São Paulo a Roraima, filme infravermelho, 1976

Pratai: homens dançando durante a festa funerária e de aliança intercomunitária (reahu). Taniki, 1977

Yoasi e Omama (vermelhos) com seu filho (roxo), nascido da panturrilha de Yoasi. Omama, o demiurgo Yanomami, criou, além da humanidade atual, a floresta, as montanhas e os rios, o céu e o sol, a lua e as estrelas. Yoasi é seu irmão gêmeo malvado, o criador das doenças e da morte. Naki uxima, 1977

Urihihamë (na floresta) e dois escorpiões, Warasi, 1976. Naki uxima (Orlando) (c. 1958-1977, vítima de uma epidemia de rubéola) era um adolescente de 17 anos quando fez estes desenhos. Nasceu na aldeia Manihipi, situada entre o rio Jundiá e o rio Lobo d’Almada, ambos afluentes do Catrimani. Seu pai tinha sido capturado na infância pela gente do rio Catrimani durante uma incursão guerreira dos Yawari, grupo Yanomami isolado da outra margem do rio.

Yanomami na frente de trabalho da construção da rodovia Perimetral Norte, RR, 1975

Trabalhador morto durante construção da rodovia Perimetral Norte, Catrimani, RR, 1974

Grupo Opiki thëri, rodovia Perimetral Norte (abandonada), RR, 1981

clique aqui para ler a transcrição do áudio

Grupo Opiki thëri, rodovia Perimetral Norte (abandonada), RR, 1981

clique aqui para ler a transcrição do áudio

Os Programas de Saúde (1980-1985)

Em 1980, Claudia Andujar e dois médicos iniciaram um trabalho de saúde para frear o avanço das doenças que dizimavam as comunidades indígenas. Com a participação de organizações nacionais e estrangeiras, Andujar atendeu e fotografou centenas de Yanomami, em viagens por todo o território, reunindo conhecimento fundamental para justificar a demarcação da terra indígena.
Como os Yanomami não possuíam nome fixo, Andujar fez um retrato numerado de cada pessoa para identificar as fichas de saúde. Vistas hoje, estas imagens carregam muitos sentidos. Como retratos individuais, exibem a pose de indivíduos que desconheciam a fotografia. Organizados por região, revelam diferenças físicas, culturais e os variados níveis de contato com a civilização branca. Como registro coletivo de um povo, escancaram o paradoxo de quem foi numerado e fotografado por uma sociedade para ser salvo da violência imposta por essa mesma sociedade.
“Não se trata de justificar a marca colocada em seu peito, mas de explicitar que ela se refere a um terreno sensível, ambíguo, que pode suscitar constrangimento e dor”, resume Andujar, cuja história pessoal adiciona um paralelo entre essas fotos e com os judeus marcados e assassinados durante o Holocausto.

Parte da série Marcados, 1981-1984. Retratos das campanhas de vacinação.

Parte da série Marcados, 1981-1984. Retratos das campanhas de vacinação.

Papiú, RR, 1983

Surucucus, RR, 1983

clique aqui para ler a transcrição do áudio

Surucucus, RR, 1983

Ericó, RR, 1983

Da Fotografia Ao Ativismo (1977-2020)

Esta segunda parte da exposição acompanha o ativismo de a transformação do trabalho de Andujar em ativismo.

Os anos tranquilos na bacia do rio Catrimani foram interrompidos pelo governo militar brasileiro, que decidira povoar os “vazios amazônicos” e explorar economicamente a região, transformando os indígenas em força de trabalho. Entre 1973 e 1976, a construção da Perimetral Nortee uma rodovia , que cruzava a Amazônia, espalhou doenças e conflitos que os Yanomami desconheciam. Em 1975, o anúncio de minérios nobres na terra indígena atraiu maisinundou-a de mineradoras e garimpeiros. Desmatamento, poluição e epidemias se alastraram nas décadas seguintes, com a omissão do governo brasileiro.

Andujar viu tudo de perto e reportou o descalabro. Em 1977, foi expulsa pelo governo da área indígena, para onde só conseguiu voltar no ano seguinte. Inconformada, engavetou seu projeto artístico e ampliou a atuação política. Com amigoso missionário Carlo Zacquini e o antropólogo Bruce Albert, fundou a Comissão pela Criação do Parque Yanomami (CCPY), que travou uma batalha de 13 anos pela demarcação contínua da terra indígena. Também dDesenvolveu um extenso programa de saúde, depois desdobrado em um projeto de educação. Com o líder indígena Davi Kopenawa, rodou o mundo para atrair atenção internacional e denunciar o genocídio do povo indígena.

A fotografia integrava passou a integrar uma luta ampla e urgente contra a aniquilação cultural e social dos Yanomami.

Pista de pouso militar na região de Surucucus, RR, 1983

Irmã e enfermeira Florença Águeda Lindey, Opiki thëri, rodovia Perimetral Norte (abandonada), RR, 1981

Pista de pouso ilegal na área Yanomami, c. 1989

Antiga missão batista Boas Novas, rio Ericó, RR, 1981

Clique aqui para acessar a exposição Claudia Andujar: A Luta Yanomami no IMS

Compre aqui o catálogo da exposição



Ficha Técnica

Claudia Andujar: A luta Yanomami
Exposição realizada no Instituto Moreira Salles, São Paulo (2018) e Rio de Janeiro (2019)

CURADORIA IMS
Thyago Nogueira
Valentina Tong (assistência de curadoria)
Angelo Manjabosco (assistência de pesquisa)

DIGITALIZAÇÃO e TRATAMENTO IMS
Joanna Americano Castilho (coordenação)
Carolina Fillipo
Daniel Sias Veloso
Franco Salvoni
Guilherme Guimarães
Nrishinro Vallabha Das Mahe
Thais Berlinsky
Wallace Amaral

APOIO
Instituto Socioambiental
Hutukara Associação Yanomami

CONSULTORIA DE PESQUISA
Carlo Zacquini
Bruce Albert
Jan Rocha

VERSÃO ONLINE – CONGRESSO BIENAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Angelo Manjabosco (IMS)
Arheta Andrade (Subcomissão de Acessibilidade da 32ª RBA)
Daniele Queiroz (IMS)
Matheus França (UFG)

CONSULTORIA EM ACESSIBILIDADE

Arheta Andrade (Subcomissão de Acessibilidade da 32ª RBA)

PROPOSTA DE ACESSIBILIDADE ESTÉTICA

Clarice Rios (Subcomissão de Acessibilidade da 32ª RBA)
Olivia von der Weid (Subcomissão de Acessibilidade da 32ª RBA)
Kuawa Kapukaya Apurinã (Comitê de antropólogxs indígenas)

AUDIODESCRITORES

Isabel Maria de Oliveira
Lindiane Nascimento
Nadir Machado

CONSULTORES EM AUDIODESCRIÇÃO

Carla Amâncio
Marcelo Lemmer
Virgínia Menezes

LOCUÇÃO DA AUDIODESCRIÇÃO

Arheta Andrade

TRADUTOR-INTÉRPRETE

Edécio Ambrósio de Lima

AGRADECIMENTOS

A Claudia Andujar, Carlo Zacquini, Davi Kopenawa e a todas as pessoas e instituições que colaboraram nesta exposição.



Clique aqui para acessar a petição "Fora garimpo, fora Covid"

Clique aqui para acessar o Instituto Ambiental Hutukara

#alutayanomami