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Evocação - WebDoc Ensaios Fotográficos

Objetos Chucros

Autoria: Gesline Braga.
Resumo: Nas casas da minha família sempre existiram recipientes para objetos aleatórios. Estes receptáculos transformavam-se em lugar para objetos desarranjados por serem considerado bonitos demais para uso cotidiano. O excesso de beleza os enchia de coisas sem utilidade e sem lugar. Os hábitos - de não jogar fora nada fora, por tudo ser considerado útil mais tarde, combinado ao fato de que objetos requintados devem ser usados só em situações especiais -são da mesma natureza: o apego. Curiosamente os açucareiros e os cachepots são os principais escolhidos para o desuso. Não porque o uso de açúcar era restrito, mas porque o café já vinha adoçado e os doces nunca guardados. Café sem açúcar era chamado de chucro, chucros também eram os cavalos sem doma. Minha filha Aurora, tornou-se diabética aos 8 anos. Logo no primeiro mês, vi-me com recipientes cheios dos dejetos dos insumos que deveriam ser descartados em lixo hospitalar. Assim reuni, arranjei e colecionei, recipientes de família destinados aos doces junto a restos dos insumos dos medicamentos usados para a doença da “urina doce”, refletindo sobre antropologia dos afetos e dos objetos, autoetnografia, indústria farmacêutica, consumo de açúcar, patrimônio, memória e hereditariedade. Os textos fazem parte das obras. O presente ensaio foi produzido no Núcleo de Artes Visuais do Sesi/PR, sob orientação do curador Ricardo Basbaum. Com objetivos de propor trânsitos e reflexões antropológicas por meio das linguagens da arte contemporânea. Ensaio integrante da Mostra do Prêmio Pierre Verger 2018.

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Sete

Autoria: Jean Souza dos Anjos.
Resumo: Dizem os mais velhos que o mundo foi criado em sete dias. Sete são os dias da semana. O arco-íris tem sete cores. Sete é o número da perfeição, integra os dois mundos e é o símbolo da totalidade do universo em transformação. São sete os chakras principais do nosso corpo. A Umbanda tem sete linhas e foi o Caboclo das Sete Encruzilhadas que realizou a fundação do Brasil. Não é por acaso que a Pombagira Sete encruzilhadas é a rainha da Umbanda.

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Objetos rituais em finados

IN: Anthropológicas Visual, Volume 5, Col. 1. (n.1), 2019
Autoria: Andreia Vicente da Silva
Resumo: Neste ensaio visual o objetivo é sublinhar o papel fundamental dos objetos rituais no feriado de Finados. As fotografias foram obtidas a partir de trabalho de campo realizado em 2017, no Cemitério Municipal Cristo Rei em Toledo, no Paraná. Os objetos focalizados são principalmente as flores e as velas que têm relação direta com o cuidado dos mortos, seja adorno, seja intercessão, seja memória e podem ser visualizados nos momentos de cuidado da sepultura e de orações no cruzeiro. Mais do que acessórios, os objetos rituais são centrais para a dinâmica e para o sucesso do ritual. Afinal, é a partir deles que os enlutados se organizam e é para depositá-los que se dirigem a necrópole todos os anos no “Dia dos Mortos”. Através dos objetos rituais é que finados se constrói.

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Morte e vida na Cidade Olímpica

Autoria: Anelise Gutterres
Resumo: As fotos que compõem esse ensaio foram feitas entre 2011 e 2012 na região portuária do Rio de Janeiro e Morro da Providência, zona central da cidade, e fazem parte do acervo da pesquisa que a autora desenvolveu na região para seu doutorado. A produção imagética dos tapumes, do concreto remexido, das escavações, remoções e descaracterizações efetivadas pelas obras de "melhorias" na região foram fundamentais para refletir sobre o tema da desordem, da precariedade, da ruína e das temporalidades do capitalismo na produção de desigualdades em contextos pós-coloniais. Em palavras da autora: “Foi fotografando que pude pensar na provisoriedade permanente do progresso nas cidades latino-americanas onde as melhorias são ruínas e as ruínas contam histórias. Nessa sequência de imagens, a matéria - destruída, ocultada ou violada - grita. São casas, cômodos, percursos, rotinas, intimidades e laços - destruídos, ocultados, violados”. No livro que inspira o título desse ensaio "Morte e Vida de Grandes Cidades" a autora Jane Jacobs faz uma crítica à "mentalidade que só vê desordem onde existe a mais complexa e singular das ordens (...)". Vejo essa narrativa fotográfica como um convite à reflexão desse traço colonial que vê na desordem vidas que precisam ser destruídas, ocultadas e violadas”.

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Escombros, entulhos, vestígios e ruínas. Sobre o incêndio do Camelódromo no Rio de Janeiro

In: Revista Intratextos, 2013, vol 5, no1, p. 95-112.
Autoria: Adriana Fernandes
Resumo: Esse ensaio fotográfico tem como referência o incêndio, ocorrido em abril de 2010, no Camelódromo, situado na parte antiga do Centro do Rio de Janeiro. Informações veiculadas na imprensa contaram que o fogo surgiu de um curto-circuito ocorrido em uma padaria. Compartilhavam tal espaço: lanchonetes, bares, salões de beleza, boxes com oferta de CDs (em sua maior parte, de música gospel), relógios e celulares de origem desconhecida, carregadores de marcas ignoradas, peças para a construção civil, material elétrico, miudezas para reparos domésticos; também bancas com ofertas de secos e molhados e de frutas. No dia seguinte ao incêndio, a Prefeitura interditou a área e a rua lateral (importante via de acesso), distribuindo em sua extensão tratores, escavadeiras, polícia e agentes municipais. Junto com a notícia do incêndio os jornais anunciaram outros planos para o lugar. As ruínas que resistiram, seriam derrubadas e o Camelódromo seria desativado, por definitivo. Esses escombros, entulhos ou ruínas do Camelódromo, quatro anos depois, se multiplicaram por toda a cidade. As fotos deste ensaio foram escolhidas na medida em que atentam sobre a sua inscrição - como uma legenda - no Rio de Janeiro atual. E para rememorar - com estes subterrâneos da cidade - os mortos próximos, e, consequentemente, atormentar os vivos.

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