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Falecimentos ABA 2019-2020

Através das e dos associados cujos nomes são abaixo lembrados, homenageamos a todas e todos antropólogos que nos deixaram no biênio 2019-2020. De diferentes maneiras, sua contribuição foi decisiva para o desenvolvimento dos saberes antropológicos no Brasil e é uma grande honra tê-las/os tido em nos quadros da Associação. Gratidão e reconhecimento.


Marc Piault (04/11/2020)

A Associação Braileira de Antropologia, seu Comitê de Antropologia Visual e a Organização da 32a RBA comunicam, com tristeza, o falecimento na manhã desta quarta feira, dia 4 de novembro, de Marc Henri Piault, pesquisador e professor, referência no campo da Antropologia Visual. Piault formou gerações de Antropólogas e Antropólogos e nos deixa sua obra, seu legado e seu compromisso com o campo. Nos solidarizamos com sua esposa, também, nossa colega Patrícia Birman, familiares, amigos e amigas e aos antropologos visuais que participaram das muitas atividades que realizou no Brasil.

Nas palavras da antropóloga Patrícia Monte-Mór: “perdemos hoje o antropólogo Marc Piault. Uma tristeza imensa. Grande mestre, amigo e generoso, tive o privilégio de trabalhar com ele por todos esses anos. Marc teve papel decisivo para o crescimento e desenvolvimento da Antropologia Visual brasileira nos últimos 25 anos. Deixa muitos admiradores entre alunos e colegas assim como uma grande companheira, nossa querida Patrícia Birman. Estará no céu dos amorosos, assoviando por nós!”


Airton Jungblut (29/06/2020)

“Airton Jungblut graduou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1988. Em 1994 concluiu seu mestrado e em 2000 seu doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Até seu falecimento, atuou como professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi, em 2006, professor visitante junto ao 'Curso de Maestria en Ciencias Humanas' da Universidade de la República (Montevidéu, Uruguai). Em 2013-2014 realizou seu Pós-Doutorado na Newcastle University (UK).  Como intelectual, Airton primava pela agudeza e profundidade das suas reflexões e pela sua capacidade argumentativa e questionadora. Mas, sobretudo, era um antropólogo muito atento às novidades que orbitavam em torno do campo religioso. Foi desta forma, por exemplo, que os objetos de sua dissertação e de sua tese foram inovadores para a época, ou seja, respectivamente, os evangélicos Atletas de Cristo e o ingresso deste segmento religioso no ciberespaço. Posteriormente, se ocupou de temas, tais como, New Age, laicidade, religião e internet e religião e globalização” (Por Ari Pedro Oro).


Alba Zaluar (19/12/2019)

“Alba Zaluar foi uma dessas personalidades que jamais deixou de expressar o que pensava, de interpelar as noções arraigadas e de senso comum e de se comprometer com temas relevantes na história do país. Desde a juventude, o interesse pelas dinâmicas culturais e políticas nacionais se manifestou na sua proximidade com a União Nacional de Estudantes, junto às atividades no Centro Popular de Cultura. Cursou a graduação em Ciências Sociais na Faculdade Nacional de Filosofia, concluída em 1965. Após o Golpe de 1964, Alba, em contexto de risco de perseguição e de prisão, mudaou-se para a Inglaterra tendo lá permanecido de 1965 a 1971.Concluiu curso de mestrado no Museu Nacional (UFRJ) sob a orientação de Roberto da Matta, em 1974, com uma pesquisa que retomou criticamente os estudos de comunidade, através da análise de promessas e festas para santos, chamando atenção para impacto prático do catolicismo popular. Sob a orientação de Eunice Ribeiro Durhan, realizou no doutorado a primeira pesquisa empírica de fôlego na Cidade de Deus. A tese foi defendida em 1984 e na publicação de um dos estudos mais ricos sobre o cotidiano, as aspirações, os valores, as manifestações associativas e recreativas de uma população exposta à pobreza e à violência” (Por Maria Filomena Gregori).


Bartolomeu Figueirôa de Medeiros - Frei Tito (28/03/2020)

“Frei Tito Bartolomeu Figueiroa de Medeiros (1941-2020), antropólogo pernambucano, pesquisador do fenômeno religioso e do patrimônio cultural imaterial no Nordeste e no Brasil. Além de sua intensa atividade como docente e pesquisador nas universidades e nas ONGs como o ISER onde foi ativo colaborador na década de 1990, teve também atuação marcante nas pastorais sociais. Como antropólogo, Tito deixou uma profícua produção nas áreas do catolicismo popular, Nova Era, religiões afro-brasileiras e cura religiosa/saúde, explorando dentro desses campos a dimensão do sincretismo na sua complexidade. Sua dissertação de mestrado teve o título “Nossa Senhora do Carmo do Recife: a brilhante senhora de muitos rostos e sua Festa” defendida em 1988 no PPG de Antropologia na UFPE sob a orientação de Roberto Motta e sua tese de doutorado “Entre almas, santos e entidades: mediações” defendida em 1995 no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sob a orientação de Rubem César Fernandes. Dentro desta temática nas publicações do ISER ele deixou importantes contribuições como: “São Sebastião/Oxossi e São Jorge/Ogum” em Comunicações do ISER, v.45, 1994 e “Deslocamentos em dois cortejos processionais católicos” em Religião e Sociedade v. 28, 2007. Também coordenou o GT da ABA sobre Patrimônio e Museus de 2009 a 2011 e esteve envolvido na valorização das comunidades quilombolas do Nordeste estando ligado ao IPHAN, inclusive dentro da luta pela sua demarcação.” (Por Marcelo Camurça).


Custódia Selma Sena (31/07/2019)

“Tendo nascido em Caratinga (MG), Selma tomou-se em Antropologia Social pela UnB, tendo sido orientada por Mireya Suarez e José Jorge de Carvalho. Ingressou no antigo ICHL da UFG, em 1989. Selma contribuiu sobremaneira para com a formação de muitas gerações de cientistas sociais, especificamente antropólogos. Foi uma das fundadoras do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFG e coautora da curadoria da exposição permanente do Museu Antropológico, “Lavras e Louvores”, que instiga uma reflexão densa sobre a noção de sertão e sua importância na identidade regional e nacional. A professora Selma Sena é co-autora da curadoria da exposição permanente do Museu Antropológico”, Lavras e Louvores, que instiga uma reflexão densa sobre a noção de sertão e sua importância na nossa identidade regional e brasileira. Ela foi idealizadora e articuladora da instituição do PPGAS na UFG tendo sido sua primeira coordenadora e que teve sua primeira sede no MA. Expressamos a nossa solidariedade aos filhos, família e amigos. A antropologia e a UFG perdem uma notável pensadora” (Por Manuel Lima Filho).


Daniel Etcheverry (17/07/2020)

“Daniel Etcheverry era doutor e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bacharel em Ciências Sociais pela mesma instituição. Fez doutrado sanduíche na Universidad Complutense de Madrid. A tese de doutorado, aprovada com distinção, foi um trabalho etnográfico comparativo entre os discursos migratórios em Porto Alegre, Madri e Buenos Aires por parte dos mediadores e agentes de acolhimento a imigrantes. Trabalhou como professor adjunto da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) de junho de 2011 até a data de seu falecimento.Daniel Etcheverry ( 20.01.1961 - 17.07.2020 ) teve muitas vidas e histórias antes de chegar na antropologia. Sempre considerei os caminhos anteriores de Daniel como constituintes do que trazia para a antropologia, e que ficava sabendo em flashes, como histórias recontadas com bom humor: histórias de Daniel migrante e itinerante pelas Américas. Desses caminhos tirou proveito, contava a si e suas histórias com bom humor, inclusive as mais difíceis. Um outro câncer, uma vida anterior ao ingresso na universidade {...]. Alguns antropólogos viram na etnografia sua grande aventura, alguns são ainda as digitais que nunca se esgotarão em nenhum documento e sim na vida de seus amigos.(Por Denise Jardim)


Juan Carlos Peña Marquez (05/07/2019)

O Professor Juan Carlos foi pioneiro no funcionamento do curso de antropologia do Instituto Natureza e Cultura – INC/UFAM de Benjamin Constant e nos últimos anos trabalhava na Universidade do Estado do Amazonas – UEA de Tabatinga/AM. “Fico muito triste com isso. Conheci o Juan Carlos faz mais de vinte anos, como um jovem que buscava ingressar nos jardins da antropologia, cheio de esperanças de melhor compreender o mundo e torná-lo melhor. Fui da sua comissão de qualificação na Educação da UFAM, da banca de mestrado e mais tarde de doutorado em antropologia na Unicamp. Uma vez que coordenei a CAI-ABA o convidei para representar a região norte. Embora não o visse fequentemente, sentia Juan Carlos como um desses filhos que a Antropologia nos traz, não adotivo (que é escolhido pelo pai) mas elegido (escolhido pelos jovens mesmo), sem um vínculo definido e institucional, mas com uma partilha profunda de fé e esperança. Algumas vezes estive em sua casa em BC, pude conhecer sua bonita família, conversar com os estudantes que preparava para a antropologia, ler os trabalhos ricos e competentes que eram o resultado de pesquisas que apaixonadamente desenvolvia. Ficamos - todos que sobre o Alto Solimões praticam uma antropologia assim, humana, com responsabilidade científica e ética - mais pobres! Minha solidariedade aos colegas, estudantes, amigos e a família” (Por João Pacheco de Oliveira).


Mireya Suárez (07/05/2019)

Mireya Suárez nasceu no Panamá, realizou o seu curso de graduação em Antropologia na Escuela Nacional de Antropología e Historia – ENAH, na cidade do México (1959-1963), onde também obteve o seu grau de Mestre (em 1969). Nesse mesmo ano foi contratada pelo Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Brasília, onde desempenhou um papel importante na reconstrução do Curso de Graduação em Ciências Sociais e, posteriormente, na implantação do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social. Em 1989 obteve o grau de Doutora em Sociologia Rural, na Cornell University, sendo o seu orientador Milton Barnnet. Teve um papel importante tanto na reconstrução do Programa de Graduação em Ciências Sociais como na implantação do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social. (Por Roque de Barros Laraia).


Sérgio Alves Teixeira (08/02/2020)

Sérgio Teixeira ingressou como professor da UFRGS em 1962 e contribuiu decisivamente para a consolidação da Antropologia nesta universidade. Foi um dos fundadores do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, o qual coordenou entre 1986 e 1990. Nesse Programa, participou da criação do Mestrado em 1979 e incentivou o começo do doutorado em 1994. Idealizou a revista Horizontes Antropológicos, iniciada em 1995, tendo sido seu editor-chefe nos primeiros anos e permanecendo como seu editor honorário até recentemente. Cabe ainda destacar o papel de Sérgio como coordenador do projeto CAPES-COFECUB que impulsionou a formação de vários(as) docentes do PPGAS a partir de 1985, como coordenador da Primeira Reunião de Antropologia do Mercosul realizada em Tramandaí em 1995 e como integrante da diretoria da Associação Brasileira de Antropologia entre 1990 e 1992. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e foi também Vice-Diretor do IFCH entre 1981 e 1984. Sérgio Teixeira realizou seu mestrado na UNICAMP entre 1973 e 1976. Em 1988, teve publicado o livro Os Recados das Festas: representações e poder no Brasil, ganhador do Prêmio Silvio Romero concedido pela FUNARTE. Sérgio foi um dos responsáveis pelo impulso à antropologia de sociedades urbanas, tendo publicado artigos sobre rituais seculares e acusações de desvio social. (Por Ruben Oliven)


Simoni Lahud Guedes (18/07/2019)

Simoni Lahud Guedes fez Bacharelado (1971) e Licenciatura (1973) em Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense, Mestrado (1977) e Doutorado (1992) em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense, foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), já tendo coordenado a Comissão de Ensino e Ofício desta associação. Professora e pesquisadora na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia do Esporte e Cultura de Trabalhadores, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalhadores urbanos, futebol brasileiro, categorias etárias. Membro gestor e pesquisadora , do INEAC-INCT, tendo coordenado convênios CAPES-SPU (Argentina) e pesquisas. Pesquisadora do CNPq desde 1996, atualmente nível 1 B. Co-lider do Grupo de Pesquisa Transmissão de Patrimônios Culturais, certificado pelo CNPq. Membro do Grupo de Trabalho CLACSO Deporte, sociedad y políticas públicas” (por Claúdio Salles). “Simoni Guedes é, sem dúvidas, a principal responsável pela valorização da temática esportiva no espectro das ciências sociais brasileiras” (Por Arlei Damo e Claudia Samuel Kessler)