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Transcrição: Ser/estar antropóloga

Ser antropóloga ... Estar antropóloga, eu não sou, eu estou antropóloga - eu sou
indígena, Apurinã - me permite hoje sonhar, defender também junto com os meus
parentes, dentro da ABA, dentro da ABIA, ou em qualquer outra organização, os
nossos territórios. Porque eles também querem destruir os nossos modos de viver.
E aí eu vi aquela fotografia da... aquela imagem da Andujar, né? Parece que ela tá
tomando banho com aquelas mulheres. E depois eu vi a curadoria lá, o curador lá
falando... Ela não está, e está. E aí me remete a uma fala de Valdelice Veron que ela
fala assim – “a gente também faz etnografia dos antropólogos”. E aí eu lembro
também que eu também fazia etnografia dos antropólogos. A gente etnografa ele.
Então assim, eu lembro que Valdelice Veron disse que... “ah, eu lembro do Brand, que ele me botava no colo... e aí eu lembro do Darcy Ribeiro, que chegou lá e conversou com meu pai, Marcos Veron.” ...quando eu fui conversar com a Valdelice Veron da minha pesquisa de mestrado... então ela me contando da etnografia do antropólogo que foi fazer etnografia com o povo dela, né? Então etnografia é uma ciência que falam... que através da imagem, do escrever, do contar, do contar... então aí eu começo a pensar que isso tudo é um rizoma. E aí eu vou falar do rizoma de capim mesmo, da grama... desses matos que a gente começa a nascer, dum lado pro outro, que não tem controle... e que vem a praga do capitalismo, do desenvolvimento, dessa coisa chamada sociedade ocidental, que vai nos cortando a vida e vai nos destruindo nosso modo de ser.