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Transcrição: A minha mãe não gosta de fotografia

A fotografia… a minha mãe não permite que ninguém fotografe ela, ela não gosta de fotografia. Porque…? A minha vó não gostava de fotografia, eu acho que eu tenho duas fotografias da minha vó assim, muito que raramente. Como é que a gente lida com a fotografia? Bem, eu acho que se a fotografia capturou meu espírito… Eu comecei a fazer fotografia, deixar que me fotografassem, depois dos trinta. Eu tenho uma fotografia eu acho que com oito anos, eu era muito pequena. A única fotografia que eu tenho da minha infância. E eu fiz a fotografia tipo emburrada, com muita raiva. Eu tinha medo da fotografia. Hoje, os jovens indígenas, eles não têm mais medo da fotografia. Os antigos… aí eu lembro da minha avó, ela dizia que a fotografia levava o espírito da gente embora. Aí até um certo tempo eu acreditei. Aí depois eu comecei a pensar. Aí eu rezei, né, pensei, e aí eu achei que… acho que não. Mas se levou, já estou sem espírito. Né… porque eu já vivo fazendo fotografia. Muita. Eu tenho muitas fotografias minhas, eu permito que as pessoas me fotografem. Quer dizer, eu permito que algumas pessoas me fotografem, mas não são todas que eu deixo me fotografar. Porque tu vai sentir a energia da pessoa que está te fotografando. Eu já fiz fotógrafos apagar a minha imagem por que eu achava que ele não podia tirar a minha imagem. Porque eu senti no espírito dele que ele não podia ter a minha imagem. Então, assim, por exemplo, qual a minha relação com a fotografia? A minha relação com a fotografia vai depender da pessoa que vai tirar minha imagem. Porque a maioria das imagens que eu tiro é eu mesma que tiro. Por exemplo, se tu entrar no meu facebook tá lá “Pietra Dolamita”... tá? É o meu facebook, é Pietra Dolamita. Vai ter muitas imagens minhas, e a maioria das minhas imagens é eu mesma que tiro. Não é outra pessoa que tá tirando. A máquina, a máquina (riso leve)... Eu ainda sou do tempo da máquina, né? A câmera é minha e eu que to tirando, então essa apreensão é minha mesmo. Então eu não tô dando essa imagem para alguém. Eu tenho um fotógrafo, só tenho um fotógrafo que eu permito que ele me fotografe. É um senhor, e geralmente a gente faz uma reza para ele me fotografar. Agora, tem umas imagens, assim, soltas, que tem minhas pelas internet, dos eventos que eu vou, aí eu não tenho esse domínio. Aí aparece lá, minha imagem lá no… mundo das mulheres, lá em Santa Catarina, lá em São Paulo, lá no evento em Brasília, aí essas imagem eu não tenho domínio. Mas eu não permiti, e aí o meu espírito não percebeu. Mas eu tenho muito muito cuidado com as imagens, e principalmente com o que pode ser feito com as suas imagens, né, porque as pessoas podem usar as tuas imagens para o mal né. Fazer algum feitiço, usar para dizer que… pedir dinheiro na internet, essas coisas assim que algumas pessoas que tem um espírito ruim podem fazer, como qualquer um de nós somos passíveis hoje com esse mundo de internet. Então, a imagem, ela tem um significado. Como as palavras, e como os cheiros, como os ruídos. Tudo tem um significado, um porquê, e esses porquês carregados de coisas de outros cantos. O som do vento, ele não é só o som do vento: “Aahhh” o vento ele “Vuuuuu”, né? Ele vem de algum canto, ele pode vir do mar, ele pode trazer um redemoinho, ele pode trazer uma ventania, ele pode trazer um vendaval, ele pode trazer uma chuva, ou ele pode não trazer nada. Então a gente tem que ter muito cuidado com as coisas.