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Transcrição: Arte: o que não nos causa inquietude não nos serve

Tive esse prazer, esse privilégio de olhar aquele trabalho e dizer: nossa, quem é essa mulher? Essa mulher corajosa né, que coragem vem do coração. Me disseram que o coração é do tamanho da mão da gente, ó, minha mão é desse tamanho assim. Eu devo ter coração grande, porque minha mão é grande (risos). Mas… eu fico imaginando ela naquele, nos anos 1970, 76, por aí, 77 que ela teve por lá. É... tentando né, entender esse mundo. E que mudou, mas não mudou para melhor né. Houve uma transformação. E como é que tá hoje, aquele povo? será que morreu, será que viveu? Como é que tá eles, elas? E as crianças? E a Mariazinha, como é que ela tá? Que ela botou o nome de Mariazinha. E como é que tá a Cláudia, o quê que ela sente? Isso tudo me causou inquietude né, acho que foi isso. Me causou inquietude. O trabalho da Cláudia me causou inquietude. E tem de causar inquietude né, eu acho que a arte ela serve pra isso. Ela tem de nos causar inquietude, ela tem que nos tirar daquele lugar de conforto que tu tá. E tem de dizer assim: olha, o que que tu tá fazendo né? O que tu quer fazer? A partir daquilo que tu vê, daquilo que tu sente, daquilo que tu cheira, daquilo que tu come? A arte ela é isso, ela veio para causar inquietude. Porque o que não causa inquietude não nos serve, professora. Olivia, não nos serve.A inquietude ela é o que move, é o que move a humanidade. E a partir desse movimento a gente pode transformar, e essa transformação ela tem que ser como água. Uma água limpa, ela tem que ser transformadora, ela tem que lavar a espécie, ela tem que nos tirar todas as sujeiras, todos os males, sabe? E isso é muito importante para a humanidade, e nesse tempo pandêmico é muito mais importante.