Você se inscreveu com sucesso em 32ª RBA - Exposições
Ótimo! Em seguida, finalize a compra para ter acesso completo a 32ª RBA - Exposições
Bem vindo de volta! Você fez login com sucesso.
Sucesso! Sua conta está totalmente ativada, agora você tem acesso a todo o conteúdo.
Sucesso! Suas informações de cobrança são atualizadas.
Falha na atualização das informações de faturamento.

Transcrição: Comentário da Foto 6

Transcrição

Aqui nós temos uma bela visão típica da fachada do Palácio, com seus três andares neoclássicos, como eu mencionei...a sucessão dos tipos de acabamentos das portas, que são características do estilo neoclássico, rendimentos (?) redondos no segundo andar, triangulares no terceiro....as balaustradas a volta do telhado, com as estátuas de mármore guarnecendo toda a volta do Palácio...o grande frontão triangular, que se apresenta sobre o corpo central da fachada - onde durante o Império aparecia o brasão da monarquia, que foi retirado durante a reforma de 1911. Esse grande canteiro - essa grande plataforma ajardinada que se vê aqui em primeiro plano, estendendo-se até o Palácio – não existia no tempo do Império. Ela foi acrescentada na reforma de 1911. Ela lembra muito uma obra mais ou menos coetânea, que era o Palácio do Museu do Ipiranga em São Paulo. Era um estilo que estava em voga naquele momento, no começo do século XX, o de produzir essa cenografia neoclássica impactante. É interessante porque o Palácio originalmente tinha a sua frente apenas uma grande plataforma calçada em pedra - que era o modelo do Palácio da Ajuda, de Lisboa, que até hoje se mantém assim: o Palácio no fundo e uma grande plataforma forrada de pedra na sua frente. Tem uma história interessante sobre esse elemento que foi acrescentado em 1911 – quando foi criado o serviço do patrimônio histórico e artístico nacional, o SPHAN (agora IPHAN), o Museu Nacional dialogou muito com o doutor Rodrigo Melo Franco e com o Mário de Andrade – os intelectuais que capitanearam o processo de proteção do patrimônio nacional. E o professor Luiz Carlos Faria, diretor do Museu Nacional, importante antropólogo...que foi meu professor inclusive... contava que numa reunião com Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco se discutiu se se deveria eliminar esse canteiro, que tinha sido acrescentado espuriamente de certa maneira, ao monumento histórico. E o Mário de Andrade se antepôs e disse que em preservação de patrimônio não se deve destruir nada – deve-se manter e comentar apenas o que que aquilo significa. Que é o que nós estamos fazendo agora também, né? Explicando porquê na frente do Palácio Imperial, já no Museu Nacional, passou-se a dispor deste belo terraço ajardinado.

clique aqui para voltar à página principal da exposição