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Transcrição: É como se eu mergulhasse num grande rio e o rio não tivesse fundura

Essas imagens, por exemplo, que a Andujar traz, e que outros artistas trazem... porque ela é uma artista corajosa... a imagem não é só a imagem. A imagem é a coragem dela. Diz muito sobre a coragem dela de trazer isso - retratar os rituais, retratar os contos, retratar o cotidiano dos Yanomamis. Fala sobre humanidade, né? Ela espelha a humanidade. É um espelho. Tu tá te olhando. Tu te olha. As imagens dela tu começa a te olhar... Eu vou te olhar. Eu vou me olhar ali. E eu estou me olhando preso, presa, no meu apartamento, na minha casa, no meu quintal, no meu lugar. E aí eu fico pensando, eu pensei muito sobre isso, então... foi, foi... Bem, eu acessei as imagens, e eu fiquei... eu dormi, acordei, e aí abria o computador, olhava de novo... eu disse - nossa mas eu estou vendo isso aqui, eu sonhei com isso aqui, eu vi isso aqui. Então foi bem... né? Tá sendo bem interessante assim. Não interessante do interesse, mas tá sendo caudaloso. Como se eu mergulhasse em um grande rio, e esse rio não tivesse fundura. Acho que é isso. Essas imagens ela traz a falta de fundura no rio. O rio é caudaloso, e tu mergulha, e tu não chega ao fundo. Mas tu não morre afogado, porque tu sabe respirar debaixo d'água.